sexta-feira, 10 de julho de 2015

Nada vejo!

 
Nada vejo!
 
Fecho os olhos, nada vejo,
Memoria em mim de teu corpo,
Sensual, manancial de prazer,
Som de teu respirar, compassado,
Ofegantemente rouco,
Murmuro de doces palavras,
Odores perfumados que se fundem num abraço,
Mãos, dedos que desenham no ar,
Percorrem rios delirantes de desejo,
Sabores, salivas degustadas,
Despudorado erotismos que nos consome,
Revolve e envolve,
Na arte consumada do orgasmo,
De tornar uno o querer, o desejo,
De ser, ficar, estar
Um só prazer, partilhado,
Tornando una a carne,
De uma alma partilhada!
 
Alberto Cuddel
10/07/2015
Amor e Erotismo

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