sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Assim se põe o sol,

Põe-se no distante poente o sol,
Numa calma maresia de agosto,
Brisa tardia, afaga-lhe o leve rosto,
Olhar distante, mortiço, vazio,
Pleno, ausente no voo da gaivota,
Prende-se por nada, numa lágrima,
Que rola e desenrola, como ondas
Enroladas da areia, de uma partida
Vida que hoje te afasta, me mata
Na saudosa e desesperante partida
Calma, serenamente calma,
Num vai e vem, das aguas,
Que me lavam os pés,
Que apenas ontem, lado a lado,
Caminhavam a teu lado!
 
Alberto Cuddel

Enviar um comentário