sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Desenlaçe!

A noite, cujo desfecho de aproxima
Num desenlace, surpreendente,
Dei novas palavras, a Álvaro,
Um quase poema a Miguel,
Ridicularizei-me perante Alberto
Com o Ricardo, ouvi o rio correndo
E eu? Onde estou eu se em mim
Não transporto os sonhos do mundo
Vivendo apenas num mundo de sonho!
 
Sonhando o sexo, à o sexo,
Absorvente desenho
De palavras em êxtase,
Recolhendo palavras
Revestindo, camuflando
Com um amor o desejo,
Ou num engano persecutório
Me iludo, ocultado,
Que desejo por amar,
Que o sexo não é o fim
Nem o inico, tão pouco o meio
Mas a consequência natural
De tornar carnal
O que agora sinto
Diferente do ontem
Bem mais
Aconchegantemente maduro!
 
À parte isso,
Presigo nas palavras
Revolta velada,
De me manter acordado
Não pela falta inusitada de sono
Mas por minha mente sem dono
Viajante dilacerara de sonhos
Vontades disformes
Não poder adormecer
Não é um querer
Uma vontade
Mas um dever!
 
Revolvem-se em mim as entranhas,
No tempo que falta,
Para que a cabeça me caia
Num sono profundo!
 
Alberto Cuddel
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