sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Família ameaçada!...







Família ameaçada!...

Ontem…
Mulher casada, empregada arrumada,
Sai o homem a trabalhar, casa arrumar,
Roupa para lavar, chega, janta preparada,
Conversa de treta, dinheiro da jornada,
Pernas abertas, voltou a emprenhar,
Mais um filho a cuidar, fraldas a lavar,
Ensinar, educar, lavar, passar, arrumar,
Há noite a janta, chega conversa da treta,
A sogra doente, a mãe dormente, até o velhos,
Roupa a reparar, o campo a regar, ai os joelhos,
Escrava, da vida, do tempo, ao domingo,
A missa, os miúdos, mas nada de demorar!

Hoje…
Mulher casada, casa desarrumada,
Chega a casa do longo trabalho,
Depois de ir à escola e infantário,
Entra a porta com razão chateada,
Marido chegou cedo, e jantar nem vê-lo,
Mesmo que queria não sabe fazê-lo,
Fruto da educação da mãe de ontem,
Para não estar a ouvir sai ao café,
Com tanta cerveja ainda de pé,
Volta a casa já bastante anestesiado,
Cai na cama, amanhã é feriado,
Flores, cinema, prendas, para quê,
Se me quisesse agradar esperasse a pé,
Homem que assim espera e se dedica ao ócio,
Ao outro dia só um caminho, o divórcio…

Sonho…
Casal casado, casa que é lar,
Ele chega primeiro, lá está o jantar,
Os filhos, planeados, bem-educados,
Nem os sapatos fora, todos arrumados,
Tarefas partilhadas, tempo da namorar,
O tempo, mesmo que escasso, dá para falar,
Sair, passear, viver, criar, sonhar,
Dá até para ao fim do dia ver o sol pôr,
O tempo dá para tudo, até fazer AMOR!

Se hoje os dois decidirem sonhar,
A felicidade não é uma miragem,
E a família unida se irá sustentar!

Alberto Cuddel
(Casei por Amor, pois não tinha interesse nenhum na empregada de ontem)
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