quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sustendo o ar em mim!


Sustendo o ar em mim!

 

Sustenho no meu peito,
O ar aprisionado de um suspiro
De um surdo gemido
Que teimo em calar,
Sopro quente de tua voz,
Desejo que me queima
Arde sangue no meu corpo
No querer da tua posse
Segura firme o meu sentir
Pressiona-me contra ti,
Luta desigual,
Cega as tuas loucas investidas,
Sussurra-me palavras,
Sopros despropositados,
Insulta-me o querer,
Deixa-me gemer,
No grito alucinante
De me entregar
Na plenitude
De ter tem em mim,
Num louco e estremecido
Orgasmo,
Que me incendeia o olhar!
 
Alberto Cuddel
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