quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Tributo a Alexandre O'Neill

Amigo
 
Mal nos conhecemos
 Inaugurámos a palavra «amigo».
 
«Amigo» é um sorriso
 De boca em boca,
 Um olhar bem limpo,
 Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
 Um coração pronto a pulsar
 Na nossa mão!
 
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
 Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
 
«Amigo» é o erro corrigido,
 Não o erro perseguido, explorado,
 É a verdade partilhada, praticada.
 
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
 Um trabalho sem fim,
 Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
 
 

Virtual amigo…
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um aceitar
Um “clik”, um teclar,
Um dar-se a conhecer
É abandonar, falsas amostragens,
É abrir um coração,
Oferecer uma palavra!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
 Os que não aceitam solicitações?)
«Amigo» é o contrário de conhecido!
 
 «Amigo» é o erro visto,
 E do nada, comunicado, corrigido,
 É a virtualidade partilhada, praticada.
 
«Amigo» é acabar com uma solidão,
Mesmo que esteja sozinho em casa!
 
«Amigo» é uma grande tarefa,
É estar disponível on-line,
É ajudar sem estar lá,
É não perder tempo,
É tornar um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alberto Cuddel
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