segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Choram!


Choram!

Ardem tristes os olhos azuis que te choram,
Num luar apagado por um sol escondido,
Pela festa que corre na rua do outro lado,
Pela saudade arrebatada pelo mar na espera,
De um barco na faina ainda não chegado,
Choram, chorosos os olhos que te vêem partir
No olhar triste e cansado de quem espera
Novas de aquém e de alem mar mundo
Fome, penúria, ambição que te fez imigrar
Choram, chorosos os olhos colados na tela
Tarde de cinema, filme de emocionar,
Choram… e como choram também os olhos,
Que te viram partir sem uma palavra,
Por que decidiste deixar de acreditar!...

Alberto Cuddel


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