terça-feira, 22 de setembro de 2015

"Escolhi Amar-te" - XI



Perigosa resposta, a essa minha pergunta, então como estás? Está tudo bem… como pode estar tudo bem? Se nada é sempre bom e nada é sempre mal, o erro está no estar tudo bem, nunca pode estar tudo bem, posso amar-te sempre mais um pouco, podes amar-me sempre mais um pouco… como pode estar bem se o céu lá fora chora, a saudosa presença do sol, como pode estar bem, que as flores murcharam sob o peso do outono, não, não pode estar bem…

Sempre podes dizer: apenas suficientemente bem para te continuar amar, sim, continuo a estar suficientemente disposto a escolher amar-te a cada dia, não bem mas melhor. Cada dia de novo, cada dia mais, pois ontem passou, e não quero repetir, não quero mudar, quero melhorar hoje…

Deixa que a penas o silêncio responda no grito dos gestos, nas caricias no rosto, nos olhares de desejo, nos beijos húmidos e quentes, de onde não nos desprendemos, deixa que apenas o silêncio audível da nossa respiração fale por nós, deixa-te contagiar pelo calor das nossas mãos, pelo pulsar do sangue em nossos rostos, deixa o silêncio, gritar por nós!
 
 


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