domingo, 27 de setembro de 2015

"Escolhi Amar-Te" - XVI



Permiti a mim próprio calar-me, escutar-me em ti, ouvir os meus silêncios nos teus gestos, no teu olhar, quero sentir-me sequestrado nas tuas palavras, nos teus silêncios, na graciosidade dos teus movimentos em mim, na força das vontades intrínsecas da tua alma, no âmago do teu desejo.

Permito-me ficar imóvel, escutando apenas teus passos nas escadas, em quanto a noite me cai no olhar, e o peso do cansaço desce em meu corpo. Permito-me escutar as lágrimas caídas, no movimento rolante das formas perfeitas de teu rosto. Permito-me nada dizer, apenas ficar na imobilidade contemplativa do passado, do que o passado nos fez, como nos moldou à imagem dos acontecimentos imperfeitos que nos rodeiam.

Permito-me calar, as palavras gritadas atravessadas na escura garganta da arrogância, do querer e decidir individual, permito-me elaborar teses inverosímeis e mirabolantes para um silencio que é teu, permito-me tanta coisa, mas em todas as permissões que que concedo já mais me permito esquecer-te ou deixar de te Amar.


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