segunda-feira, 28 de setembro de 2015

"Escolhi Amar-te" - XVII



Escolhi Amar-te muito antes de saber que já te amava, não escolho amar-te como decisão poética, como incauto pronuncio de mais uma noite ansiada de prazeres carnais tão deliciosamente conseguidos, escolho amar-te para que te saibas amada, para que saibas em ti que fazer parte de todo o meu ser, de toda a minha alma, de todo meu corpo, para que saibas que vives em mim.

Nas acções diárias, mesmo nos silêncios, mesmo nos arrufos, mesmo quando apenas te toco a mão levemente, mesmo que não o pronuncie e apregoe de viva voz aos ventos, quero que saibas que te amo, que és em mim, parte de um todo!

Escolho Amar-te, não como ser perfeito, imaculado, sem mancha ou pecado, escolho amar-te como homem imperfeito, com pecados, com defeitos, como aquele que falha todos os dias, mas que mesmo assim escolhe amar-te, na perfeita imperfeição das tua falhas, como és, a tua completa magnitude…

Podem vir noite, dias, meses, anos, mas continuarei a escolher amar-te desde sempre, mesmo ante de saber que te Amava, e amarei mesmo que a vida se extinga em nós, mesmo que na saudade chores, saibas tu que continuarei a escolher dia após dia ao acordar, Amar-te!


Enviar um comentário