quinta-feira, 1 de outubro de 2015

"Escolhi Amar-te" - XIX



Chego a casa com vontade de fazer sexo, não amor, hoje não é isso que tenho vontade, mas sim sexo. Na vontade de explorar todo o teu corpo, todas as sensações, oculto o teu olhar no meu, impeço a visão de meu corpo, quero potenciar o cheiro, o sabor, a audição, o tato, explorar em ti, em mim… quero-te aqui, agora, na pressa do desejo, explorar em ti o sabor das frutas, dos frios, dos quentes, sem importância de local, não importa, quero-te apenas, na pura transferência de prazer corporal.

Chego a casa com vontade de fazer sexo, não amor, hoje não é isso que tenho vontade, mas sim sexo. Quero-te imóvel, arrancar de teu corpo vagarosamente as vestes que me impedem de te ter, desabotoando lentamente cada botão, penetrando o meu olhar no teu, respirando o teu ar, sentindo o teu calor, quero ouvir o som do ziper correndo, vagarosamente como a água num ribeiro. Poder sentir um arrepio do teu corpo ao arrancar-te a ultima peça de roupa.

Chego a casa com vontade de fazer sexo, não amor, hoje não é isso que tenho vontade, mas sim sexo. Quero-te com um desejo incontrolável de mim, poder mapear o teu busto no toque dos lábios, sentir o sabor doce e salgado da tua pele, fazer tremer todo o teu corpo na ansia de me teres em ti, sentir-te suster a respiração, respirar em mim.

Chego a casa com vontade de fazer sexo, não amor, hoje não é isso que tenho vontade, mas sim sexo. Quero que me arranques a roupa no desejo de me teres, de me possuíres com teu, na exploração dos prazeres da carne, apenas prazer, sem culpas, sem pudores, sem tabus, quero-te, queremo-nos, como loucos sedentos um do outro!

Chego a casa com vontade de fazer sexo, não amor, hoje não é isso que tenho vontade, mas sim sexo, chego a casa e tu não estás, afinal de que me serve a vontade… mesmo assim… contínuo a escolher Amar-te!



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