terça-feira, 20 de outubro de 2015

Escolhi Amar-te XXVIII



Não digas nada, não, não fales, escuta apenas o silêncio do teu olhar! Não, não me toques, permite-te apenas olhar o som em tua mente, que minhas mãos produzem ao acariciar-te o corpo. Não, não me ames, permite apenas que seja eu, que seja eu amar-te, amar-te-ei, por mim, por ti, até que se fundam as almas, até que se fundam os corpos, até que seja eu que te amo em ti, até que sejas tu que me ames em mim.
Hoje sou, apenas estou, presente a teu pedido, no local exato, na hora marcada, aqui estou, ávido e sedento de te encontrar em mim, no abraço, no entrelaçado dos corpos, sofreguidão do beijo, que nos consome o ar existente em nós, e hoje, também hoje, sou, estou para ti, por ti, em ti, por eu não ser, ou estar, se um nós não nos consumir por inteiro!
Ama-me apenas, na verdade absoluta, de que o amor é divino, assim nos unimos, em amor, unindo os corpos ao prazer da alma!
 
Alberto Cuddel®
 
 

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