domingo, 25 de outubro de 2015

Escolhi Amar-te XXXIII



Quem nunca escolheu amar todos os dias não conhece o tamanho da dor que é amar e ser amado, Amar-te doí, faz sofrer, nunca ninguém amarará tanto que não sinta a dor, que não se faça sofrer, verter pérolas de cristal lacrimal pelo amado. Amar é sofrimento, tanto maior, tanto maior a correspondência entre almas que se amam…
Doí amar-te quando estás ausente, doí amar-te quando não estou presente, doí amar-te quando não me vejo no teu olhar. Doí ver o nascer do sol sem te ter no meu abraço, doí ver o por do sol sem que esteja em teu regaço.
Doí a saudade que tenho de mim quando ontem te amava, doí saber-me distante de todos os outros eus que te amaram, doía em mim o ciúme que tive do fruto do nosso amor, quando o adormecias no teu colo, quando o cuidavas e mimavas, doía saber que sabia, que era de mim cuidavas, no prolongamento do meu eu em ti.
Doí saber que te irei sonhar na solidão, doí saber que te amarei na distância de ser em mim, doí saber que permaneceras em mim até ao fim e mesmo assim serei amado novamente, num amor novo quando nossas almas se unirem formando o amor pleno na eternidade da decisão diária, onde a dor de amar se extinguirá no tempo.
Escolho amar a dor que me causa amar-te, tenho medo da dor de te deixar de amar, amo a dor de te querer em mim e ainda assim estar distante, tenho dedo da dor de que um dia estejas ausente.
Doí amar-te, mas também a ele doeu todo o amor que tem por nós, e por nós sofreu, apenas por nos amar!
Escolhi Amar-te a cada dia de novo, mesmo na dor na saudade e ciúme, que dos meus eus que ontem te amaram eu mantenho!
Alberto Cuddel®
 
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