segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Escolhi Amar-te LII

Dias há em que apenas espero em suspenso, a vida segue pardacenta, numa qualquer imobilidade temporal, nada acontece, nada de novo, em que o Amor perde todo o seu significado, em praticamente esquecemos todos os comos, todos os porquês…

Dias há em que se nada fizer, nada acontecerá, e mesmo que o faça, talvez mesmo assim, nada mudará. Talvez seja do tempo, do tempo afastado, em que nem saudades sinto, ou de as sentir apenas fiquei assim, imune, imune ao tempo que passa sem que efetivamente pense em nada. 

Dias há em que a afetividade máscula ou não, desaparece, nem sequer desejo, nada… ou um tudo reprimido, à espera de uma fonte de ignição, um toque, um olhar, uma palavra, mas agora, no imediato? Nada… não sinto vontade de ir, muito menos de ficar.

Dias há em que se não decidisse amar-te, efetivamente nada sentiria, talvez segundo os especialistas seja isto uma depressão momentânea, mas não, é apenas um lapso temporal em que eu, simplesmente deixei de existir! Pois como diz o ditado “quem não se sente não é filho de boa gente”. Talvez seja isso, deixei de existir na tua ausência, quando deixo de pensar-te em mim. 

Dias há em que para saber-me existir, devo apenas procurar-me, para me poder encontrar em ti!
 
Alberto Cuddel®
Enviar um comentário