quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Escolhi Amar-te XLIX



No uno que formamos divergimos, numa visão antagónica das palavras, regemo-nos por uma incompreensível divergência de dicionários, livros em tudo semelhantes, em tudo diferentes, livros com o sexo estampado na capa. As palavras têm sexo, o seu significado varia segundo o género que as escuta, que as lê.
O meu sim, pode ser o teu não, o teu não pode ser o meu sim, quantas vezes dialogamos surdamente palavras inatendíveis pelo congénere, pelo simples facto de não as entender no profundo significado com que foram produzidas.
Como posso respeitar-te se no meu dicionário essa palavra significa: acatamento, obediência, submissão, medo do que os outros podem pensar de nós. Enquanto para ti : Apreço, consideração, deferência, sentimento que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém.
Quantas vezes despejamos um no outro mensagens e vocábulos numa qualquer língua codificada apenas percetível ao nosso género individual, entendemo-nos na gestualidade das palavras, na demonstração silenciosa na mensagem, no verdadeiro dialogo e no divino elo de ligação o AMOR.
Talvez Deus tenha criado o Amor como elo de diálogo entre géneros, para que Adão e Eva pudessem comunicar, tão semelhantes e tão diferentes…
Somos divinamente agraciados na escolha sintomática do dia-a-dia, a escolha de nos amarmos, permite que me comunique em ti, como se parte de mim te pertencesse, na fusão das almas eliminasse o género…
Escolhi Amar-te a cada dia para que possamos falar um no outro!
Alberto Cuddel®
 
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