quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Escolhi Amar-te XLVII


Do tudo que esperas de mim, o nada que te posso oferecer… apenas eu completamente imperfeito, nos defeitos com que me aceitas…


Encontro na solidão gélida do nosso leito, o tempo para a reflexão necessária à saudade que sinto. Não, não sou um marido perfeito, nunca te prometi sê-lo, o tempo encarrega-se de me mostrar todos os defeitos que encontro em mim ao pensar-te, já mais serei perfeito, recuso-me a ser perfeito. É na verdadeira imperfeição que nos encontramos e nos completamos, para sermos melhores, para nos amarmos mais a cada dia, no faustoso encontro em que nos regemos sem tempo, o tempo que nos resta para nos encontrarmos.

Este tempo maldito, em que os minutos parecem horas, no afastamento imposto, tempo solitário que é em nós gloriosa chave de meditação sobre o “nós”. Solidão imposta pela tua ausência, encontro em mim, a necessidade absoluta de ti, em ti sou melhor, sou eu.

Sinto a tua falta, nunca nos devíamos afastar por uma imposição de escolhas laborais que nos impuseram. Não, não por um incontrolado e impensado lapso temporal, que nos fazem viver como conto de fadas, um no dia com o sol, o outro na noite com a lua… porra onde anda o Eclipse?

Sim tenho defeitos, mas que importam, se não estás aqui para me corrigir? Sinto a tua falta, do teu beijo, do teu abraço, do calor do teu corpo, do sexo, do dormir de conchinha… sinto a tua falta!

Do tudo que esperas de mim, o nada que te posso oferecer…

apenas eu completamente imperfeito, nos defeitos com que me aceitas, e mesmo assim distante temporalmente, escolho amar-te todos os dias e moldar-me a mim em ti, como te moldas a mim nas minhas imperfeições…

Alberto Cuddel
https://www.wattpad.com/story/51907170-escolhi-amar-te 



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