terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Escolhi Amar-te LIII

 

Pedro Chagas Freitas disse: “Acabo de perceber que estou a escrever mais uma obra lamechas, vivo na Lamechalândia desde que te conheço”. Mas existirá outra forma de falar do amor sem que seja lamechas? Bem existir até existe mas prefiro falar-te disso na intimidade do nosso leito, deixaria de ser lamechas, mas roçaria levemente a pornografia.
Já não fazemos amor desde a última vez – lembras-te? E mesmo assim as horas do meu relógio já não chegam para contar o tempo que se passou, apenas o tempo que falta para te abraçar de novo, se é que se pode chamar de abraço aos movimentos que pretendo preconizar em ti. Quero definitivamente envolver-te em mim, sentir toda a saudade do teu ser, todas as formas do teu corpo em mim.
Sejamos lamechas, não sou perfeito, não és perfeita, talvez por isso nos amamos tanto, chego a pensar que amamos apenas os nossos defeitos um no outro, para que juntos os anulemos, para que juntos nos completemos na complementaridade que o sexo também nos dá. (e ele a dar-lhe). – vês o que me faz a tua ausência em mim?
Ainda assim serei lamechas, amar-te é em mim a necessidade de afirmar minha própria existência no amor, amor não é algo que se sinta, que se veja, amor faz-se acontecer em cada gesto, em cada ação, em cada palavra.
 
Alberto Cuddel®

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