quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Escolhi Amar-te LIV

Nada de extraordinário fazemos, no atos ordinários com que nos entregamos à vida, a mulher que escolhi amar não é extraordinária, eu não sou extraordinário, extraordinário é ela continuar amar-me, nos gestos ordinários com que a brindo todos os dias.
Um abraço, um beijo, uma palavra, um gesto, uma flor, não são por definição gestos extraordinários, o que é extraordinário é o momento em que esses gestos são entregues ao outro.
Abraçamos em nós a ordinarice de nos amarmos ordinariamente, sem a busca constante pelo ato extraordinário de nos amarmos extraordinariamente. Acontecem a cada momento atos de extraordinária sedução, talvez por nos apaixonarmos quase todos os dias um pelo outro.
Sonho-te constantemente em sonhos ordinariamente reles, extraordinário seria não te sonhar assim, despida em mim, sedutoramente, despertando desejos carnais inconfessáveis fora de ti. Damos aos momentos ordinários a sedução de em cada um deles formamos memórias extraordinárias da nossa vida passada, no constante ato de nos apaixonarmos todos os dias.
Deixemos os momentos normais para as pessoas normais, para todos os casais sisudos que hoje se cruzaram connosco, para eles e para os outros sisudos que na sua louca individualidade, perdem momentos extraordinariamente felizes e sedutores, onde eles apenas vêm a normalidade do momento.
Escolhi Amar-te até mesmo quando me arrastas para as compras, onde brincamos com a roupa que podes vestir, estando despida para mim!
 
Alberto Cuddel®

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