quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Escolhi Amar-te LIX

Chego a duvidar se teria sido eu a escolher amar-te ou se pelo contrário amar-te é em mim uma imposição divina implementada em mim por Deus. Na exata medida que ele nos envia provações, provas irrefutáveis do amor que nos une e tudo em nós suporta.
Amar é também em nós a doce capacidade de choramos juntos na distância imposta, em que o desejo de nos unirmos no sexo selvático e consumista, selo da completa compatibilidade que se impõem em nossos corpos, maduros e ávidos de prazeres carnais, não passa disso mesmo numa louca imposição pelo desencontro horário imposto por uma qualquer bruxa chamada vida, saída de um horrível conto de fadas.
Vivemos horas felizes, dias, tempos, cada vez que te escrevo penso em ti a liberdade, a que deliberadamente impusemos a nós mesmos quando voluntariamente a restringimos pelo matrimónio. Na nossa revolução dos cravos mas ao contrario, não que fossem disparados tiros, mas em que eu num machismo autoritário apenas pensava em te possuir ali, mesmo ali, na igreja.
Há dias, como os dias de hoje, que depois de dias como os dias de ontem, onde juntos brincamos de turistas no nosso lugar, em simplesmente deixamos de lado o matrimonio, e saímos apenas como verdadeiros amigos que apenas pensavam em namorar, há dias depois desses dias que amar dói, dói pela distância deixada aberta na porta do peito, onde o simples desejo de te beijar faz em si, rolar e desenrolar pelo meu rosto noturno, uma salgada lágrima de dor em desespero, lançado que fora o feitiço da lua, pela bruxa da vida, vivendo eu na noite, sobrevivendo tu no dia!
Mesmo assim dói menos desejar-te a ti fonte de todos os meus íntimos eróticos e inconfessáveis desejos, do que não me saber em ti amado!
 
Alberto Cuddel®
 

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