quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Escolhi Amar-te LVIII


Não sei se um dia terei tempo para te amar para sempre, talvez não o tenha, Talvez Deus me conceda o direito de te amar apenas até amanhã. Não quero Escolher Amar-te apenas nas belas palavras, isso não conta absolutamente para nada. Quero amar-te como sempre te Amei, corpo a corpo, no silencio do nosso olhar, nos gestos em que cada um de nós surpreende o outro na superação do amor que Deus nos entregou.
Não sei se um dia terei tempo para te amar para sempre, talvez dure apenas o suficiente para te amar hoje, e hoje como prova do amor que sinto, gritei o quanto te amava á pobre florista adormecida, para que te pudesse surpreender.
Não sei se um dia terei tempo para te amar para sempre, talvez não o tenha, façamos em nós proclamação sussurrada em nossos gemidos, vertida em salgados fluidos, esfregado em corpos suados, no bailado das nossas mãos, na entrega ao prazer dado, oferecido, no beijo intemporal da alma, no movimento sincronizado dos corpos, no assertivo batimento cardíaco como um só, na descoberta de um prazer uno e simultâneo.
Não sei se um dia terei tempo para te amar para sempre, talvez não o tenha, escolho amar-te assim também em mim, na tua ausência, enquanto distante de mim, eu me faço presente também no teu olhar!
Alberto Cuddel®
 

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