terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Escolhi Amar-te porque me Amava IV






Deus criou para nós o matrimónio para que nos amassemos livremente.

Amar é doar-me a ti para fazer-te feliz; é renunciar aos meus próprios desejos e interesses para te edificar. Mais até que um sentimento do coração, o amor é uma decisão, tomada livre e espontaneamente a cada dia.

Quando subi contigo ao altar, fizemos mutuamente uma declaração de amor: “Eu, Irene, te recebo Alberto, como meu esposo, e prometo ser-te fiel na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”. Isto não é apenas uma romântica declaração de amor; é sobretudo, um juramento consciente prestado a ti, na presença de Deus, da nossa família, dos amigos e da sociedade. 

O verdadeiro amor exige sacrifício. Para dizer sim a ti, muitas vezes tenho que estar preparada para dizer não a mim mesma. 

Escolhi Amar-te livremente sem os constrangimentos morais, na plenitude da minha alma e do meu corpo, na entrega reciproca com que te entregaste a mim. É pelo matrimónio que abdicamos um no outro de todos os bloqueios e tabus, é pelo matrimónio que edificamos para nós e um pelo outro o prazer de nos amarmos também nos corpos e pelos corpos. 

Escolhi Amar-te por me amar, por me saber amada em ti, por me saber edificada e elevada em ti, na decisão consciente do sim, edificamos em nós o prazer supremo de eliminarmos entre nós todas as barreiras, construindo a busca constante da felicidade do outro em nós mesmos.

 Por me amar, casei-me em ti, para que pudéssemos “acasalar” nos desejos espirituais e carnais todos os dias!


M. Irene Cuddel®
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