quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Escolhi Amar-te porque me Amava VI

Já sofri em ti, por ti, talvez até por mim, mas também por elas…
Sei que não deve ter sido fácil para ti, mas acredita, foi muito mais difícil para mim, nunca me imaginaria nesta situação, traída, enganada, mesmo que o não fosse fisicamente, o fui na intenção, com uma qualquer vadia, disponível, do outro lado do oceano, do outro lado do ecrã.
Talvez estivesse eu distraída em mim, com o trabalho, com a vida, com o cansaço, mas já mais esperava de ti um ato ignóbil desses, sem que compreendesses o que comigo se passava, sem questionar. Afastei-me de ti e tu buscaste em alguém o que eu não te dava.
Já mais me imaginei nesse sofrimento, mas a verdade é que aconteceu, és culpado, sou culpada, assumimos em nós os erros, assumiste em ti o erro, pediste perdão, eu perdoei, mas já mais perdoarei quem contigo se envolveu, quem contigo sonhou, quem contigo almejou a ser ela tua… e não só ela, mas todas as outras que ardilmente te envolviam em sedutoras teias de facilidade e sedução atroz.
Este animal feroz a cuja classe pertenço, Mulher, que tudo faz para enredar-vos, sem ética, sem amizades, sem respeito, cujo único objetivo é colecionar na sua teia os melhores exemplares, os melhores machos, os mais honestos, os mais românticos, os mais carinhosos. Tenho asco dessas feras, que nem no total conhecimento da tua condição marital, me respeitaram a mim, e que ainda hoje muitas te rodeiam, e invejam a minha condição.
 Já sofri em ti, por ti, talvez até por mim, mas hoje estou vigilante em ti, hoje acordas em mim, hoje cultivamos o que antes ficou solto, hoje amo-te e como uma raposa, ardilmente te envolvo, vigilante a todas as feras, que como satélites orbitam à tua volta, esperando uma brecha.
Amo-te, para que te possas amar em mim!
 
M. Irene Cuddel®

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