sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Escolhi Amar-te porque me Amava XII





…sou convencia, sou ciumenta? Como posso não ser?

… Deus não me brindou com o teu dom, esse em que brincas com palavras, mas concedeu-me a mim a melhor parte, a de ser agraciada e musa do teu ser, a de ser escrita e descrita milhares de vezes em ti, de ser fonte, de ser sede, de ser alimento e fome ao mesmo tempo. Posso muitas vezes não te demonstrar, mas amo até à exaustão o que escreves, como escreves, como me inscreves nos textos, como nos retratas na fidelidade das palavras.

…mas confesso-me, arder em ciúme nos comentários, nas palavras que outras que te leem comentam, numa mistura atroz do que sinto, orgulhosamente amada por ti, escrita e reescrita vezes sem fim nas tuas palavras, e ao mesmo tempo, medo, da ilusão do brilho do teu olhar, na tua doce modéstia mesmo sabendo que és maravilhosamente bom no que escreves.

…quantas vezes ao rever os teus textos me deixo voar, sonho ser a musa que na realidade sou, desculpa-me por muitas vezes duvidar que realmente sou, que escreves por e para mim. Deus desculpar-me-á mas orgulho-me de ser amada e escolhida por ti todos os dias. 

… ser em ti, escolher amar-te sabendo-me amada é uma surpresa constante, é essa tua teia que me eleva a cada dia, lembro-me : “Não sei se um dia terei tempo para te amar para sempre, talvez dure apenas o suficiente para te amar hoje, e hoje como prova do amor que sinto, gritei o quanto te amava à pobre florista adormecida, para apenas te puder surpreender.” Coitada, não a acordes… mas sabe tão bem ser surpreendia…

… tenho ciúmes? Claro que sim… como não ter…

A cada dia escolho amar-te mais e mais também em mim, por que em mim te amas….



M. Irene Cuddel®
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