segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Escolhi Amar-te porque me Amava XIII


… O dia amanheceu como uma qualquer segunda-feira de um qualquer inverno, como se as 7:00 fosse hora de uma mulher acordar?...

… tocou o despertador? Mas isso lá é hora de acordar? Como se a essa hora eu conseguisse sequer articular uma palavra, as mulheres têm mau feitio ao acordar? Não, impressão tua. E logo hoje, primeiro dia de descanso após estes dias de trabalho… mas, existe sempre um mas, hoje também estás comigo. A custo, - demasiado custo, talvez por amor, ou por me sentir mal comigo mesma, arrasto-me para o banho, vens tu de seguida, - esqueçam, nada disso, mesmo apenas para tomar banho…

Começa a correria, tomar pequeno-almoço, deixar o filho na escola, e finalmente tempo para nós… ou quase! Entregar um documento numa repartição qualquer, fazer as compras para casa, trocar umas palavras na viagem… chegar a casa arrumar as compras…

… casa uma lastima, ninguém aguenta (por mais amor que exista), bem… partilhamos as tarefas domesticas, mudar as camas, graças a Deus ajudas-me, entre uma publicação e outra, na tua árdua tarefa de actualização das redes sociais que teima em manter. Esse teu vicio obtuso da partilha da escrita (que no meu silêncio também amo em ti)…

… depois a casa, o limpar, o arrumar, o larvar a roupa, o estender, o apanhar, o aspirar, o limpar o chão, pelo meio o almoço, e chega a hora de ir buscar o filho… e novamente o sair a um qualquer lugar, para comprar uma qualquer coisa que o filho necessita para o seu percurso escolar…

... e chega a passos largos a hora do jantar… tarefa que assumes, eu continuo nas minha assumidas lides, entre uma publicação e outra lá vais tu, actualizando os nossos perfis, que vicio(bendito, mas que não ouças)…

Finalmente o nosso tempo… o tempo em que reflectimos nos momentos em que durante o dia fomos fazendo amor nos pequenos gestos, quase imperceptíveis ao comum dos humanos, mas tão importantes para nós… mas agora, no fim deste dia quando temos todo o tempo do mundo, o tempo não nos tem a nós, não me tem a mim, pois o cansaço apodera-se do meu corpo… e nesse momento, nesse preciso momento, fazes amor comigo, adormecendo nos teus braços!


M. Irene Cuddel®


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