terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Porque me Amava XIV

…quantas vezes como hoje sinto que escolher amar-te todos os dias é em mim aceitar a saudade de não te ter a meu lado!

Quantas vezes dou por mim a divagar mentalmente em frases que ouço de muitas outras pessoas? A interrogar-me do porque de sermos e sentirmos em nós mesmos um Amor, um ser uno diferente de muitos outros que ouvimos? Sinto em mim, como sinto em ti o aperto de nos ausentarmos um do outro nem que seja por força da profissão. Ainda assim existem pessoas que reclamam tempo para si próprios, como se o estar junto fosse um fardo pesado demais para suportar.

Não que sejamos perfeitos um no outro ou um para o outro, sei que não somos, nem queremos ser, ou nos bastaríamos por nós próprios. Não somos perfeitos, mas é na nossa doce imperfeição que nos complementamos, que nos completamos. Mesmo quando és parvo, sei que me amas, talvez seja esse o nosso segredo, o nosso elo perdido, sabermo-nos amados nos pequenos gestos, sem grandes palavras ou demonstrações, sem que o tenhamos que dizer constantemente, como se fosse um ato de reconhecimento pelo nosso subconsciente de que amamos.

Pensamos um no outro constantemente, mesmo sem que nos apercebamos disso, pois todos os nossos projetos, pensamentos, ambições são realizados e sonhados dentro do sentir que nos une, são inteiramente comuns. Mas o que eu queria não era pensar em ti, ou saber-me amada, ou sentir saudades, apenas nos queria, aqui, agora… não te queria comigo… apenas que estivéssemos, com um tudo ou nada por fazer, com um tudo ou nada para ver, para dizer, apenas queria que estivéssemos.

E estando… tudo podíamos realizar um no outro… para nos amar-mos ou apenas…

Mas queria-te em mim…

M. Irene Cuddel®
 
 
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