quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Porque me Amava XIX

… não somos o amor que temos ou sentimos, mas o que fazemos , e que por e com amor realizamos, as barreiras e os tabus que por amor quebramos, somos a intensidade com que por amor nos damos e entregamos…
 
Esperei ser grande para a ti me entregar na plenitude do meu ser, quebramos a barreira, unimo-nos por amor no matrimónio, mesmo contrariando vontades, destruindo barreiras, confirmamos em nós o amor, não uma qualquer paixão arrebatadoramente juvenil, mas um amor adulto confirmado por Deus!
 
Hoje doí-me em mim, como em ti, a futilidade com que é tratada esta sagrada união, a futilidade com que se desfaz um amor comprometido, a futilidade com que se unem sem o compromisso de lutarem lado a lado pelo amor, doí-me que façam da fútil paixão o suprassumo da satisfação individual, centrada na sua própria satisfação na busca por uma ilusória felicidade.
 
Quebramos barreiras em nós, no comprometimento que tivemos um com o outro, educando-nos mutuamente no amor que sentimos, no amor com que decidimos entregar-nos um ao outro. Quebramos barreiras na nossa inocência juvenil ao decidirmos existir um no outro, descobrindo em nós prazeres, educando-nos na busca da entrega do prazer um ao outro, sem pudores, sem tabus, sem entraves linguísticos, sim sem entraves, falo de sexo, não fazer amor, isso como bem dizes, fazemos nos pequenos atos que ternamente entregamos um ao outro no nosso as vezes ausente cotidiano.
 
Vivemos em total e plena comunhão e entrega ao matrimónio que assumimos, tantas e tantas vezes conciliando, não abdicando, mas conciliando vontades e desejos, projetos, sonhos, porque nos amamos também um no outro. Não somos perfeitos, erramos, aprendemos, pedimos e concedemos perdão. E quando a vontade aperta e nos encontramos no espaço e tempo que a vida nos concede, “fodemos”, porque a vida são dois dias e amamos também em nós sem reservas os prazeres carnais!
 
Amo-me para que me ames na tua plenitude!
M. Irene Cuddel®
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