domingo, 17 de janeiro de 2016

Porque me amava XVIII

 

 
…És em mim memória de uma noite incompleta, és em mim acordar ausente do teu abraço, és em mim metade do ato de me amar a mim própria!
Deus confirmou-te em mim, para que fizesses parte de mim, mesmo quando acordo sem ti, sentindo a doce e amarga saudade, da tua voz, do teu abraço, do teu corpo no meu. Deus criou o Amor, e tantas vezes nos fez participar em provas, testou-nos até ao infinito, para que nele habitássemos na plenitude de nos amarmos por inteiro um no outro, mesmo que por breves instantes.
Amar-te é muito mais do que uma constante, é nas ausências que o cultivamos, é nas ausências que te fazes presente, é nas ausências que te sinto, no meu peito, na minha mente, gravamos em nós rotinas, artes, que nos tornam toxicodependentes da memória, que temos um no outro.
Fazemos Amor tantas vezes ausentes um no outro, pois sei que nos mais pequenos gestos, num olhar o lugar vazio a teu lado, eu sei que estou lá, no pensamento, eu sei que estou presente, até nos teus loucos pensamentos eróticos sou eu que o habito e os preencho na imensidão da tua fértil e poética imaginação!
Podes estar ausente de mim, mas estamos sempre um no outro, pois Deus nos brindou com o milagre de nos tornarmos uma só carne, habitando também numa só mente, num só coração.
Amo-te na saudade de te saberes amado também em mim!
M. Irene Cuddel®

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