sábado, 30 de janeiro de 2016

Porque me Amava XXII


 

..doí-me saber ausente do tempo, parco e gasto que nos roubam diariamente, Deus não deve usar relógio, o tempo que nos concede, do pouco todo se  aproveita.

…doí-me saber que te achas assim perdido, quase menino sem mim, onde depositares todo o carinho roubado e acumulado, na ausência que sentes de no tempo te encontrares em mim. Vivemos maquinalmente, cumprindo horários escrupulosamente ditados, reservando e preservando em nós apenas o descanso suficiente para não adormecermos eternamente.

Tenho saudades tuas, sabias, ainda te lembras de como é amar-me sem que o tempo nos comande a vida, sem pressa, sem relógio?

Ontem lembrei-me de me lembrar de ti, para que não esqueça em mim, na pressa do dia, de como és, como te fazes em mim, como foi o nosso segundo olhar, e as segundas palavras escritas a medo, duma adolescência longínqua!

Doí-me saber, que sem tempo, podes te esquecer de não me lembrar, deixando assim de decidir, que hoje ou amanhã, o tempo pode parar, sem que verdadeiramente te lembres que um dia me amas-te tão intensamente, que deixas-te de viver!

Amo-me mas sem tempo, esqueço-me também de mim, na doce saudade que mantenho acesa no teu doce desejo!

M. Irene Cuddel®
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