domingo, 31 de janeiro de 2016

Porque me Amava XXIV


“…Nem imaginas a sorte que tens amiga em ter um marido como ele. Fosse o meu metade do teu.”

… Claro que imagino, mas não sendo ele perfeito, nem tendo nascido assim, existe nele também uma grande parte de mim. Sim “amigas” desdenhem, mas este está blindado em mim. Deus não mo entregou assim, Deus colocou-o na minha vida ainda incompleto, para que nos moldássemos um ao outro, para que em mim se completasse o trabalho iniciado pela sua mãe.
 
…não existe um bom marido ou uma boa esposa, existe um casal que se complementa, de nada vale, invejar a vida que temos, que nos concedemos  mutuamente, vida que foi e é em nós dialogada, concedida, negociada, uma relação é isso mesmo, uma relação, não uma imposição de vontades ou de sonhos, ninguém será como queremos, mas sim como aceitamos, da forma que nos moldamos às vontades, sonhos e desejos um do outro.
 
…posso ter um bom “marido”, mas é o que Deus me permitiu ter, ao qual me moldei e ele se moldou em mim, no amor que decidimos dar um ao outro. De nada vale tentar seduzir, como no passado o tentaram, pois nele tenho a minha vida, e já mais abrirei mão ou espaço para que isso aconteça.
 
Amo-me a mim, para nele investir todo o amor que lhe dedico, sendo eu a ganhadora na retribuição do amor que me dedica, pode ter nele muitos defeitos, mas em mim é o melhor marido do mundo, pois é meu, ele que me eleva à condição suprema de ser a sua melhor amiga, sua dedicada esposa, e sua mais lasciva amante!
 
M. Irene Cuddel®

 
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