terça-feira, 31 de maio de 2016

Espelho



Espelho

Tocasse eu o reflexo do teu corpo
Na gélida margem da realidade
Fizesse eu tarde do teu leito
Contorcionismo arqueado do teu ser,
Lençóis fumegantemente perfumados,
Perfume do amor em nossos corpos!
Fosses imagem refletida,
Desejo espelhado no sonho
Realidade ansiada, simétrica de ti
Toque na alma sedenta, ávida
Do querer possuir em ti
A fonte do prazer supremo
Realização do amor
Platonicamente sentido
Refletido
Habitante do meu ser
Embriagues das noites solitárias
Saudade arrepiante da minha pele
Sinto-te em mim,
A cada momento
Meu olhar toca o infinito
Mundo que habita o meu corpo
Elevando o meu querer!


Alberto Cuddel®


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Silêncio entre 4 paredes


Silêncio entre 4 paredes
 
Na mesa um prato vazio
 e um copo cheio de nada,
as lágrimas lavam-me o sorriso
que vergonhosamente ostento
– sim, está tudo bem!
É uma mesa portuguesa,
Sim com muita certeza!
 
Alberto Cuddel


domingo, 29 de maio de 2016

A perda da Inocência!



A perda da inocência!

Corre, corre
A bola gira e pincha
Rodopia e avança
Brincadeira inocente
No sonho da criança!

Corre, corre
Ocultos no mato
Respiram ofegantes
Gemem baixinho
Agora os amantes!


Alberto Cuddel




sábado, 28 de maio de 2016

Textos Dispersos V


V - Amo porque sim
 
… amo talvez por não me lembrar de um bom motivo para deixar de amar, por me ter esquecido de como é viver a vida sem amor, na mais completa felicidade de estar sozinho, sem amar ninguém. Acho que não me lembro de como se faz, de como se é capaz de percorrer sozinho a estrada da vida, correndo ou andando mas chegando sempre em segundo lugar! Esqueci-me e ainda bem que o fiz, pois hoje lembrei-me o quão bom é caminhar de mão dada!
 
Alberto Cuddel®


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Silêncio

Silêncio

Cai em mim o silêncio das estrelas
a noite escorre pelas paredes do quarto
ouço-me, no profundo e vazio silêncio
correm longe as palavras
- nos teus lábio cerrados –
ouço o gemido das pedras
ouço-me, contorcendo-me
grito alvoraçado da alma
um desarticulado sentido
articulando vogais desordenadas

ouço-me calado,
gemendo o silêncio
espremido a cada silaba
desfragmentação do ser
abandono da posse
nada tenho
a não ser
a certeza
que no silêncio
de mim próprio
me possuo!
Alberto Cuddel


terça-feira, 24 de maio de 2016

Amor!

“Deixa que o teu corpo vazio
Se preencha com o perfume do meu corpo!”
 
Noites
vadias
insanas
saudosamente
amputadas
do orgásmico
espasmo
do amor
inconsequente
feito
em nós
habita-me
distanciadamente
no imaginário
da tua
doce presença
concilia-me
no desejo
profundo
do reencontro
almejado
no corpo
na alma
com que
nós
apenas
nós nos
amamos!
 
Alberto Cuddel
 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Foram breves e sussurrados os gemidos de amor!


Foram breves e sussurrados os gemidos de amor!

 

Foram breves e sussurrados os gemidos de amor

fugir ao prazer dos corpos esfarrapava-lhe a alma

habitada que fora a saudade e a dor

 

estava dormente

sem força e querer, escondido na penumbra da lua

encontra em ti alma nua

 

as noites fogem

por ruas estreitas que se penetram nos sonhos

movimentos reles prazeres medonhos

 

e logo acordou

roubando desejo ao corpo a seu lado

despertou da cidade, rostos esquecidos na multidão

esquecidos, roubados a sofreguidão

dos sussurrados gemidos!

 

Alberto Cuddel
 
 

Condenação

condenação

Selamos o tempo
Congeminamos teorias
Inquirimos o nosso intimo
Apenas uma pergunta
Uma única questão
Sem qualquer resposta
Sem qualquer razão
Porquê?

Rebobinamos passados
Procuramos, revemos
Nada, sem hipótese
Nem uma ínfima teoria
Porquê?

Que prepósitos ocultos?
Que esperanças?
Que ideias, que desejos?
Que quebra de algo
Que não descortinamos?
Porquê?

Que factos
Provas
Acusações
Peculato
Desrespeito
Falta de amizade
Civismo
Humanidade
Porquê?

Nada
Condenado
Sem acusação
Sem julgamento sumario
Assim está
Um poeta
Que até ontem
Era amado!


Alberto Cuddel®

domingo, 22 de maio de 2016

De ontem


De ontem

 
Lembra-me o cansaço de ontem,
Das rosas caídas no terno abraço,
Lagrimas que os outros olhos contém,
Sorte a quem possuis no teu regaço!

Lembra-me o cansaço de ontem,
Os passos dados, roubados á preguiça
As mãos caídas que te desmentem,
Sem igualdade, sem dor, sem justiça!

Lembra-me o cansaço de ontem,
Artes profanadas, vê esventradas,
Os beijos prometidos, nada sentem!

Lembra-me o cansaço de ontem,
Corro apresado pelas tuas estradas,
Sei que apenas o cansaço me mantém!

Alberto Cuddel®

Textos dispersos II

Caem as noites em mim, as nuvens que rondam lá fora tolhem-me os sonhos, os gritos pensados e sonhados mesclam-se entre a minha solidão e a multidão que me habita, sonho o branco, a luz, no negro que me ladeia, na cadeira, na candeia que se agita na brisa que me entra pelas portas não calafetadas. O luar, a visão e memória desse ser noturno que me incendeia, povoa a mente, que me desmente, nos mitos e desejos contidos de ferocidade, ferve-me o sangue, treme-me o corpo, não no feitiço da lua, mas na imagem de teu corpo distante e longínquo no passado. Não me entristeço no pensamento de um passado, mas na ausência de pensar em mim um futuro, na incerteza de existir em mim um presente, e lá fora, bem fora de mim uma certeza, o vento sopra, sinto-o, ouço-o, vejo a sua força e atos, e incomoda-me, nem que seja pelos ramos da laranjeira que se precipitam contra a vidraça da janela do meu horrível quarto, conspurcado pela minha mera presença. A noite, onde se agitam sombras, abarca meio mundo no desespero, na doce esperança, que nada é efetivamente permanente, hoje doem-me as noites, onde ontem sorriam as palavra que ecoavam nas paredes deste leito, hoje vazio de ti. Caio no silêncio do meu sonho, amanhã, amanhã o sol ira nascer, acalento em mim essa doce esperança, hoje não, amanhã, as flores voltaram a sorrir!
 
Sírio de Andrade
 
Textos dispersos II

Golpe de teatro






Golpe de teatro…

Aperaltado, sua domingueira farpela
Seguem adiante, convicta personagem
Tragedia grega, rabula ensaiada nela
Filantropos de bolso, sim, libertinagem!

Lavam o olhar nas redondezas das saias,
Ensaiam lavrado palavreado cinzento
Cortejam, teatralmente damas saídas
Olhar solitário oculto, ávido, sedento!

Farsa rebuscada, teatral e elaborada,
Tudo é farsa, tudo é bloch, tudo é brilho,
Ensaios farsantes, já tudo, depois nada!

Desfilam, escondidos nos papeis, sopros,
Engano contido, amor, falso trocadilho,
À porta espera-te a vida, e todos os outros!

Alberto Cuddel®

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Poema sem tempo…


Poema sem tempo…
 
Nos tempos em que me encontro
Perco-me nas rochas esbatidas pela maresia,
-ouço o mar, distante de mim, de ti
Dias infinitos nos grãos de areia sob o andar
Nuvens de algodão transportam sonhos
Sorrisos e juras de jovens risonhos
Silencio do olhar, jovial certeza –(a)mar!
Caminhos, paredes esbatidas, solidão
Horizonte onde correm lágrimas, -Saudade
-tive-te aqui, mas partiste
Há verdade que se escondem nos papéis
Nas folhas soltas que esvoaçam ao vento
Tempos passados e esquecidos na memória
-queimam-se as ideias e sonhos
Corro por ruas estreitas, procurando janelas
Portas, vidas por detrás delas – procuro-te
Jardins onde ontem fui feliz em nós, quis-me
-jura-me, ainda voltas no meu tempo
Certa certeza de que o tempo não se esgota
Que é eterno ainda num novo nascer do sol!
 
Alberto Cuddel
10 de abril de 2016
 
 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Poema


Poema

Já mais escreverei
          todos os poemas que sonhei,
Já mais sonharei
           todos os poemas que escrevo,
Apenas escrevo e sonho...
Apenas sonho e escrevo...
Apenas sinto o que escrevo...
Apenas escrevo o que sinto...
Mas hoje?
As nuvens vão altas
A pena está seca...
E o mar longínquo não me escuta...

Alberto Cuddel®
 
 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Somatório

Somatório

Somamos desejos, sonhos, anseios
Depositamos esperanças devaneios
Entregamos o que não fomos
Damos tudo o que ainda somos

Projetamos,
Idealizamos
Realizamos
Sonhamos
Concretizamos
Amamos

Individualmente
Apenas tu
Não copia
Não espelho
Apenas tu
Único e genuíno
Carregamos-te
Não de carga supérflua
Não de bugigangas
Mas de ferramentas
De pensamentos
De perseverança
De respeito
De amor

Para que olhes o horizonte
Com o teu próprio olhar!

Obrigado filho!


Alberto Cuddel 


terça-feira, 17 de maio de 2016

Pensamento...

Parece incrível, mas é a mais pura das verdades, já publicamos neste blog mais de 500 poemas, no entanto temos um estonteante numero de comentários, 6, verdade não nos esquecemos de nenhum ZERO, temos apenas 6 comentários, obrigado a quem comentou...



Poema pequeno!

Poema pequeno

Um poema pequeno
Como as coisas pequenas
Pode conter coisas grandes
Ou metade
E acrescentar
Ou dividir
E somar!

Num poema pequeno
De palavras pequenas
Pode caber o mundo
Um ano ou um segundo
O já ou a eternidade
Ou a perda e a saudade!

Num poema pequeno
Cabem os pequenos poemas
Todas as palavras e temas
Puritano, um tudo obsceno,
Nele pequeno explanar
Cabe o mundano
O corriqueiro
O prazer
O insano
O ligeiro
Ou o saber!

Num poema pequeno
Sem muito dizer,
Dizemos tudo
Sem nada nele escrever!

No meu poema pequeno
Não quero dizer muito,
Apenas que o amor é pleno!


Alberto Cuddel®

Poema a uma mãe…

Poema a uma mãe…

Havia um porto
Tosto
Onde antes me atracava

Medo do mundo
Queda
No teu abraço me aninhava

Regaço por tantos chorado
Perda
Vida às vezes esquecida

O sol põe-se sem que o espere
Com tudo abraçar, a viver
Um Amo-te que ficou por dizer!
( mãe apenas tu…)

Alberto Cuddel® 

Juramento

Juramento…
No tempo do nada,
Vi sem que te olhasse,
No tempo do tudo,
Vi sem que me apaixonasse,
Ganhei o teu tempo,
Sem que me amasse!

Depositei-me no amago da tua alma,
Entreguei-me, completo assim vivalma,
Osculei sorvendo o mel dos teus lábios,
Perscrutei o universo, li os alfarrábios,
Descobri amar em mim um outro eu,
Em mim encontrei um tu apenas meu!

Recolhi-me em mim, castrei-me, esperei,
Fiz-me em ti, sentido do celibato dado,
Nas juras gravadas, dadas, todo entreguei,
Selado, no ser, no coração, consumado!

Fielmente imune, ninfas e musas,
Rondam, revolvem as águas, naufrago?
Jamais, me deleitarei, sedutoras Nereidas,
Sedutoras irmãs de Tétis, não antes surdo,
Fechados que foram os olhos, antes mudo!

Elevo-me no sopro do sono, -olho-te
Recordando apenas em mim,
A parte de ti que em mim carrego!


Alberto Cuddel®




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Encontremo-nos...

Encontremo-nos…

Num qualquer sítio
Longe, perto, ao luar
Em qualquer lugar,
Num qualquer jardim,
Numa tarde sem fim
Sob abóbada celeste
A norte, sul ou leste!

Encontremo-nos
Matemos a fome
Que nos consome
Juntemo-nos…
Hoje, amanhã
Ou até depois
Fiquemos assim
Apenas os dois!

Alberto Cuddel


Tentações



Tentações



Sussurros perdidos,
Destinos desmanchados
Noite vaga, eu vago,
Solto amedrontado,
Floresta de aves mortas
Sem chave, fechadas portas,
Obscuro peso da verdade
Caio por terra, sinceridade!

Ruas curvas, olhares dizentes
Sorrisos amarelos, doentes
Sedução, com tudo o que vem
Que vai, tudo teve, nada tem!

Sai-me ao caminho,
Segredo, segredinho,
-Vai-te, bem sabes
Não caminho sozinho…

Soleiras gastas,
Conversas fiadas,
Desfiladas, aguçadas
Testadas, nefastas…
-vai-te não me adules
Cuida do lar, dos bules…
Vai-te de mim…
Eu, sou assim…

Na solidão do caminho,
Mesmo a passo, não faço,
Nunca em mim viajo sozinho
Levo no peito, no regaço,
O que escolhi com carinho!

Alberto Cuddel®
 
 

Morte do dia,

Morte do dia,

Assim vão desfilando os minutos,
Num velório anunciado, morreu,
Mais um dia nasceu, cresceu,
E se finou, assim sem anuncio,
Sem honra de abertura de jornal,
São assaltos, assassinatos, roubos,
Impostos, corrupção, mas e o dia afinal?
Nada, nem um rodapé, assim esquecido,
Mas que dia incompreendido este,
Que morte tão desolada,
Morreu, não é lembrada,
Apenas a noite, essa sim acarinhada,
Apenas a criançada um pouco contrariada,
Por chegar a hora da cama, não acha piada!


Mas também a noite nascida,
Com tudo onde está prometida,
Irá crescer, cobrir com seu manto,
O amante mais incauto,
Cumprir promessas feitas,
Trazer lagrimas às desfeitas,
E aos primeiros raios,
Também ela morrerá,
Não já, não hoje, mas amanhã!


Alberto Cuddel

Soneto da madrugada!


Soneto da madrugada!
Colinas noturnas da melancolia,
Vagueiam saudosamente sós,
Arrancam do peito a homilia,
Rasantes pensamentos, coesos!
Ah, poder anunciado do ósculo,
Promessa perdida, escrita no ar,
Vontade de a ti, juntar no cenáculo,
Delirantemente, tua pele borboletar!
 
Do cansaço delirante candura,
Ato heroico delicada bravura,
Queda, louco seria cansado,
Dor coloreada da triste madrugada,
Arte infeliz, saudade assim sonhada
Dormente, sequiosamente amado!
Alberto Cuddel®
30/03/2016

 

 

 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cálice de Fel


Não me reconheço nos teus sonhos
Asas da noite que o mar engole,
-como te atreves a sonhar-me?
Gota do nada, silêncio que te falava
Tentações vibrantes da sede incólume
Já mais, escorregarei na  "Ínsula divina"
Cálice, me atentas, contra divino amor!
 
Vai-te de mim, má sorte, regente da noite,
Ladeias melosamente o quintal adormecido,
Dormindo,  luar que me mantem enfeitiçado,
Doce perfume, gerbérias desfolhadas…
-Nada podes, absolutamente nada,
Sou entregue, livremente…
 
Levanta-te Afrodite, condena-me,
Antes entregue aos leões do coliseu,
Que aos prazeres enganosos da tua carne,
Vai-te de mim, sob deusa do Amor,
Nada me aprazes nesta triste saudade!
 
Alberto Cuddel®
30/03/2016



Madrugada capitular

Madrugada capitular
 
Sentia por antecipação
A madrugada despida
Orgulho caído do luar
Desvirginada manhã
Raio alucinadamente
Apaziguador do teu ser!
 
Fazes-me crer pela tua igreja,
Que te apresenta assim nua,
Despida nas doces preces,
Que ilusoriamente recrias,
Personagem descrente de ti!
 
Ai, madrugada oculta,
Que na luz revela-te,
Triste, dormente e fingida,
Louca e melancólica,
Vivendo apenas nos sonhos
Tresloucados amores da noite!
 
Alberto Cuddel®
30/03/2016
 
 

Verdes Anos


Verdes anos,
Corres colina abaixo
Sob um doce teto de algodão,
És pureza, subtileza juvenil
És flor, que perfuma o meu jardim!
No olhar,
Doce malicia de mulher,
Felina, matreira, segura,
Arrebatas em ti,
Corpo doce mel,
O vigor, o desejo,
Rebolando, na erva macia,
Onde deste em mim,
Origem à vida!
Alberto Cuddel
 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Na fútil margem do desejo


Na fútil margem do desejo
Amo-te
Não como se ama apenas
Amo-te em ti
Em mim,
Quero-te
Como o rio procura o mar,
Sonho imiscuir-me em ti
Na tua feminina salinidade,
Anseio raiar do sol,
Preencher-te no calor dos corpos,
Sou, existo no querer,
Não nas articulações literárias,
Mas no gemido do prazer
Na certa força, que é em nós
Movimento de vida,
Prazer e porta de saída,
Na liberdade de te amar,
Fundindo, aromas de rosas,
Entre odores almiscarados
Corpos em abandono, extenuados!
 

Alberto Cuddel®

domingo, 1 de maio de 2016

Textos Dispersos I

I- Sem arrependimentos!

 
Não gemo chorosas lágrimas, pelo que fiz, pelo arrependimento do que vi, ou mesmo disse, nem pelo perfume das rosas que ficaram abandonadas num qualquer canteiro de um jardim que não conheço. Tão pouco soluço sussurrando perdões por atitudes tidas e atos irrefletidos, não lamento o cheiro da terra molhada nas primeiras chuvas de setembro que perdi, apenas por ter as narinas impregnadas com o perfume do teu corpo. Não lamento as deprimentes palavras chutadas em arremesso nas altercações por um nada sem importância, jamais me arrependerei dos erros cometidos que me fizeram crescer, nem tão pouco me arrependo do tempo roubado ao descanso e ao ócio do tempo em que nada foi feito, tão pouco de ter perdido na memória o cheiro da goma do fato que naquele outro dia enverguei, em mim recordo apenas o cheiro da flor da laranjeira, e o doce odor da tua pele. Não, não me arrependo do que fiz, mas do tudo o que deixei por fazer…
 
Alberto Cuddel
 
Textos dispersos - I
 
 

Lançamento

em varias plataformas 
como Wattpad, Facebook, 
Google+, e Blog Pessoal
de um novo projecto 

Textos em prosa poética, sobre tudo e sobre nada, escritos por: 
M. Irene e Alberto Cuddel
(unidos na cama, unidos nas letras)


Os textos serão publicados semanalmente sempre ao Domingo!
Estejam atentos ao decorrer do dia de hoje, muitas surpresas vão surgir!