quinta-feira, 5 de maio de 2016

Cálice de Fel


Não me reconheço nos teus sonhos
Asas da noite que o mar engole,
-como te atreves a sonhar-me?
Gota do nada, silêncio que te falava
Tentações vibrantes da sede incólume
Já mais, escorregarei na  "Ínsula divina"
Cálice, me atentas, contra divino amor!
 
Vai-te de mim, má sorte, regente da noite,
Ladeias melosamente o quintal adormecido,
Dormindo,  luar que me mantem enfeitiçado,
Doce perfume, gerbérias desfolhadas…
-Nada podes, absolutamente nada,
Sou entregue, livremente…
 
Levanta-te Afrodite, condena-me,
Antes entregue aos leões do coliseu,
Que aos prazeres enganosos da tua carne,
Vai-te de mim, sob deusa do Amor,
Nada me aprazes nesta triste saudade!
 
Alberto Cuddel®
30/03/2016



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