segunda-feira, 23 de maio de 2016

Condenação

condenação

Selamos o tempo
Congeminamos teorias
Inquirimos o nosso intimo
Apenas uma pergunta
Uma única questão
Sem qualquer resposta
Sem qualquer razão
Porquê?

Rebobinamos passados
Procuramos, revemos
Nada, sem hipótese
Nem uma ínfima teoria
Porquê?

Que prepósitos ocultos?
Que esperanças?
Que ideias, que desejos?
Que quebra de algo
Que não descortinamos?
Porquê?

Que factos
Provas
Acusações
Peculato
Desrespeito
Falta de amizade
Civismo
Humanidade
Porquê?

Nada
Condenado
Sem acusação
Sem julgamento sumario
Assim está
Um poeta
Que até ontem
Era amado!


Alberto Cuddel®
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