segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sei que me procuras


Sei que me procuras

 

Sei que me procuras

Nas horas extraviadas da vida

Nas autoestradas feridas

Amargura consciente em que me dou

No negro soalho polido do palco

Disperso nas rimas e palavras perdidas

Num coração dilacerado pelo fingir!

 

Sei que me procuras

Mas na verdade, não finjo, não minto,

Imagino parte do tudo o que sinto,

As hiperbolizadas lagrimas derramadas,

São meras gotas cristalinas, caídas e suadas,

Não me procures na desgraça, na vingança

Mas na solidão de uma praia deserta,

Apinhada de gente no verão!

 

Sei que me procuras,

Como procuras a felicidade,

Na saudade da perfeição,

Não estou lá, apenas aqui,

Escrevendo na doce paixão

Do sentir declamado pela imaginação!

 

Alberto Cuddel®


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