quarta-feira, 8 de junho de 2016

Textos dispersos VI


VI - Da alma,
Siga o caminho. E eu sigo, a luz o ilumina,a alma o conhece. Dizem-me: “é longo, sinuoso, apertado e pedregoso, corte à direita siga por este atalho, mais largo que estreito, onde das paredes brotam rios de mel.” E nesta duvida apertam-me os pés, nas pedras que afasto de mim, pedras que construiram castelos, muralhas sem fim. Rumo traçado reconhecido, de premio certo… sigo o caminho, a candeia que me concedes e a mão com que me amparas, ainda ontem a beijei. Concede-me tempo, para que diante de ti o aplaine e remova toda a areia que te ferem os pés… concede-me a mim, Homem, apenas o direito acompanhar-te…
 
Alberto Cuddel

Enviar um comentário