sexta-feira, 15 de julho de 2016

Lanço poemas


 

Em tudo o que faço e refaço.

Meus pedaços em troca de laços

Dar o que em mim ainda há

Tanto sofro como choro

Tanto rio como sorrio!

De que me afasto se me basto

Chega! Agora basta!

 

Odes delirantes de alfobres

Berçários de versos, reversos

Saudades…

Amores, paixões, desejos profanos,

Sonhos e dores…

E arde em silêncio a candeia

Que me ilumina e incendeia

Chama que dança –lua cheia,

- triste e amargurado poeta

Por onde arrastas teus versos

Peregrinos, lançados pela janela

Ao colo de uma donzela,

Sofre em si abstinência do corpo

Lágrimas que lhe correm no leito

Pelos tremores do desejo,

- Tudo por nada, apenas por um beijo!

 

Ai poema, poema,

Onde me levas, debruado na noites

Em cama de estrelas, sonho vê-las,

Palavras soltas, diretas, concretas,

Rimando apenas na beleza do seu busto,

Nos versos procuro e rebusco, o sim,

O não, o amor, a paixão, ou apenas a visão

De te ver passar mais uma vez,

Lançando-te poemas para o colo!

 

Alberto Cuddel®


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