quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Desinspirado






Desinspirado

Adormeci no silêncio que me grita na alma, busco palavras novas, ainda não escritas, para um novo poema imaginado ontem, nas águas turvas de um ribeiro seco, sem qualquer inspiração!
A musa que amanhã me dará de beber, hoje distante, ausente, nada me lembra, nada me sente!
Quedo-me quieto, esperando como quem espera um autocarro que passou, mesmo antes de ter chegado, olhar distante e vago. Não há dor em mim que me molde, tão pouco que solde ditongos ausentes de palavras diferentes e estranhas arrancadas as entranhas, de uma triste alma muda!
Mesmo assim a desavergonhada da secretária arqueia de pernas abertas sob o peso do meu corpo...

Alberto Cuddel®
14/09/2016
11:05
In: Palavras que circulam - XV



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