sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Às vezes esqueço-me de amar



Às vezes esqueço-me de amar

Por quem se abrem os meus lábios?
Seja noite ou um qualquer dia
Penso que ninguém, apenas em mim
Acto egoísta de querer,
Como se todas as flores do jardim
Nascessem apenas para mim
Como se o sol se erguesse da noite
Apenas por mim…

[às vezes esqueço-me de amar]
Nem régia visão do triste fado
Lembra-me e me recorda
Da sofreguidão dos dias
E as horas em que desespero
Na egoísta forma com que te desejo
Por quem se abrem os meus lábios?

(…)
Caio por terra genuflectindo
No sofrer atroz da condenação
Que emana do teu doce olhar
Às vezes esqueço-me de te amar!

Alberto Cuddel
Enviar um comentário