sábado, 14 de janeiro de 2017

Que amor?

Que amor?

Com Luís o fogo que arde
Palha que se consome, alimento
Longínquo, gelo amor que não se toca
Apenas sente inatingível…

Sofrer de gozo entre palavras,
Menos que isto, sons, arquejos, ais,
Um só espasmo, pela visão
Imaginária dos sonhos…

Amor é morrer um no outro
Pleno sonhos húmido de corpos
Numa paz plena, 
Dormindo como deuses,
Acordando no inferno diário
Dos homens de maus fígados…

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente a alma desabrochar
Num corpo em delírio
Até se tornar puro gemido?

Que amor é esse?
Que me dás e eu não sinto?

Alberto Cuddel

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