segunda-feira, 3 de abril de 2017

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Não sei escrever o amor que sinto
Tão pouco pintá-lo em tela – abre-me o peito
Gestos dormentes que me caem dos braços
Braços que te ladeiam no conforto do corpo
Corpo confirmado no sangue gerado, amor!

Mutilas a alma, desnudada virtude
Segues noite dentro, vontade que funde
Olhares cegos que penetram nos meus
Vida que se exprime fitando os céus!

Nas línguas que se enrolam – “Je t'aime”
Romanticismos exaustos,
- Exploramos nas mãos, fartos seios…
Na troca proibida de gemidos e beijos!

Anoitece nas sombras que pairam no tecto
Entre a prisão desejada das tuas pernas
E a liberdade concedida pela roupa
Que dorme espalhada no chão…

Alberto Cuddel


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