sexta-feira, 9 de junho de 2017

Poesia

Poesia

Palavras soltas onde me deito e me levanto
Onde chora minh’alma elevado pranto
No tudo que no meio seio ainda retenho
Palavras soltas que do poeta hoje leio!

O triste fado sentido
Verso da alma parido
Grito de saudade, clamor
Dor da ausência e amor!

Canto da fome caída na rua
Homens sofridos e tristes
Alma despida assim nua
Punhos erguidos em riste!

Ó poesia calada e desenhada na noite
Versos e estrofes onde me escravizei
Que me atinge o peito forte acoite
Palavras que nascem, dom que aceitei!

Os campos e jardins nos teus olhos,
Floridas névoas caídas nas montanhas,
O mar que engole nem sei o quê;
Amanhecer no abraço das tuas manhas,
Sonho perdido que ontem não se vê!

Ó Deuses, instigadores das guerras
Cantam nobres feitos das tuas serras
Os arautos que se levantam das terras
E os que se libertam das tuas garras!

Alma minha gentil, em ti me encontro
Em ti poesia, ainda hoje me perco…



Alberto Cuddel



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