terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pequeno Oásis...

Voltas querendo um dia fugir,
Perdida no tempo que te viu partir,
Sentado esperando, na casa vazia,
O silencio quebrado,
Pela voz inquieta,
Da palavra perdida,
Na voz do poeta!
Na noite procuro,
Na cidade vazia,
A luz de uma estrela,
Que se encontra encoberta,
Pelo gesto de um irmão,
Abandono a tristeza,

Que guardo na mão,
De braços abertos,
Querendo fechar,
Abraçando meu corpo,
Querendo Amar…

Tempo que foge....


Queria parar o tempo,
Para que o não perdesse nos desencontros,

Para que o não perdesse na angustia da solidão,
Na entediante e nostálgica espera,
De te ver, ouvir, tocar, sentir teu calor…
Perde-se o tempo, fantasiando o desejo,
Mergulhando na introspeção de soltas ideias,
Gasto na alucinante viagem das suposições,
Dos se’s, das meras hipóteses…
De querer o tempo parar!

Barreiras....



A cada palavra,
Caem barreiras,
Procuramos em si a nossa salvação,
A minha, apenas a minha me interessa…
A cada palavra,
Caem barreiras,
Escrutinadas e distorcidas,
Queremos que confirmem,
Apenas o que queremos como ideal…
A Cada palavra,
Caem barreiras,
Quão errados estamos,
Não são para mim,
São para nós, Povo que caminha,
Para que incluindo nos tornemos mais,
Para que incluindo nos tornemos melhores,
Para que possamos ajudar,
Os que pelo esforço da exclusão se encontram cansados,
Os que pelo esforço se desviaram,
Para que possamos dar as mãos….
A Cada Palavra,
Caem barreiras….

Memorias,

Memorias,

Paisagens escondidas na memoria,
Que a sua recordação nos levam ao sorriso,
Que pela sua a beleza metafórica,
Nos preenchem da mais pura felicidade,
Imagens, sons, cheiros e sabores,
Que momentaneamente nos transportam,
Para a nossa realidade passada,
Em profundo abandono físico,
Na libertação de endorfinas…


As ideias que nunca te direi,

As ideias que nunca te direi,

Soltam-se palavras rodopiando,
Articulam-se frases fervilhando,
Aprisionadas no emaranhado dos neurónios,
Configurando enfadonhas teorias em binómios,
Pares opostos na eterna dicotomia,
Amor ou ódio, o bem ou o mal,
Mas que mal isso me fazia,
Palavras soltas retiradas de um jornal,
Pobres ideias, discursos ensaiados,
Repetidos e gritados ate à exaustão,
Aprisionados e querendo sair,
Desta caixa de cinza massa,
Querendo ver a luz do dia,
Transformarem-se em sons,
Em articuladas orações,
Para de novo serem aprisionadas,
Debatidas, escortinadas,
Ideias essas aprisionadas,
Querendo apenas ser palavra….