sexta-feira, 22 de julho de 2016

Em Papel Branco


Em Papel Branco

 

Em papel branco

        Rabiscos letras

 Tinta,

 Formam-se versos

        Do fundo de mim.

 

 Enquanto dizem:

     - O AMOR não existe!

 Grito:

     - E Eu? Como posso não existir!

 Que faço eu com o sentir...

Com a decisão de te amar todos os dias?

 

 Deliro:

      - Deixa-me viver mesmo que enganado!

 Eu e o e o sentir que explano,

       Em papel branco.

Sob a rubra paixão!

 

Alberto Cuddel®


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Ciclo!





Uma branca parede
O vermelho escorre
O povo já com sede
A oposição já morre!

Ensaio armado, pelo teu poder
Tudo se faz, tudo se arquitecta
Tudo se justifica, e eles? A ver,
Esperando, estanque morte certa!

Velha, egotista olhando o umbigo
Europa, fogem as ilhas ocidente,
A oriente discordas correm contigo
E nós? Seguimos a vida indiferente!

Negras nuvens cobrem brancas paredes
A história é um ciclo, um dia repete-se!

Alberto Cuddel®

Actualidade preocupa-me...


domingo, 17 de julho de 2016

Conflito…







Além do tempo, vive em ti o sonho
Lágrimas que caem, no eterno conflito
Entre a realidade e o querer do desejo
Leve como as pétalas no seu perfume
Na brisa esvoaçam, no vento perdem-se
Bailam como borboletas manhã primaveril
Nos verdejantes prados de flores
Tudo muda no vento, na tempestade
Até nova calmaria, nova bonança! 

Alberto Cuddel®


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Lanço poemas


 

Em tudo o que faço e refaço.

Meus pedaços em troca de laços

Dar o que em mim ainda há

Tanto sofro como choro

Tanto rio como sorrio!

De que me afasto se me basto

Chega! Agora basta!

 

Odes delirantes de alfobres

Berçários de versos, reversos

Saudades…

Amores, paixões, desejos profanos,

Sonhos e dores…

E arde em silêncio a candeia

Que me ilumina e incendeia

Chama que dança –lua cheia,

- triste e amargurado poeta

Por onde arrastas teus versos

Peregrinos, lançados pela janela

Ao colo de uma donzela,

Sofre em si abstinência do corpo

Lágrimas que lhe correm no leito

Pelos tremores do desejo,

- Tudo por nada, apenas por um beijo!

 

Ai poema, poema,

Onde me levas, debruado na noites

Em cama de estrelas, sonho vê-las,

Palavras soltas, diretas, concretas,

Rimando apenas na beleza do seu busto,

Nos versos procuro e rebusco, o sim,

O não, o amor, a paixão, ou apenas a visão

De te ver passar mais uma vez,

Lançando-te poemas para o colo!

 

Alberto Cuddel®


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Espelho da Alma




 

“que as nossas Almas sejam Alfa na menina dos nossos olhos”
Eliomar Marinho
Nunca saberei definir o tangível do teu ser,
Espelho da alma onde de mim iras beber,
Reténs na retina a tristeza e o lamentos,
Faíscam sorrisos, gozos, alegrias e os momentos,
Abre-me no espelho da alma, o que de ti retenho,
Nos alfas pensamentos, sonhos primeiros!
 
Nas pálpebras fechadas e pesadas solta-se a voz,
Calada nos beijos impalpáveis, bebidos nos lábios
Movimentos oxidados dos desejos futuros, -leio-te
No olhar fechado, no movimentos dos dedos,
Expõem em mim a alma, os teus medos e segredos!
 
Ainda assim que nossas almas sejam Alfa,
Que nossas almas sejam beta, sejam alfabeto,
Que se espelhem na menina dos nossos olhos!
 
Alberto Cuddel®




quarta-feira, 13 de julho de 2016

Às vezes em dias perfeitos





Às vezes em dias perfeitos, apenas a tua ausência
Tolhe-me o fogo que me arde nas veias,
Pergunto-me se sente o mesmo?
Ou sequer pensas na mera existência do sentir
Que em mim dói na dormência atroz de me faltares?
Sinto-me, disformemente amputado de ti,
Faltas-me, para que eu em mim exista na plenitude!
Faltas-me,
como as flores num jardim
como a lua na noite
como um veleiro sem vento
faltas-me inclusive nos sonhos
que teimosamente mantenho
mesmo que acordado
consciente da falta
do teu perfume no meu corpo!
Chegas-me, completas-me, compões-me
Fazes-me… assim és, dor da ausência
Por eu próprio não me ter,
Pergunto-me se tu também não te tens?
Ou que quer sou em ti ausência,
Ou apenas apêndice, como um qualquer adorno
Que apenas te faz mais, mais tu?

Às vezes em dias perfeitos, perco-me
Como se perdesse, como se te perdesse
Por apenas amar com o emaranhado de pensamentos…



Alberto Cuddel®

In: Tudo o que ainda não escrevi



terça-feira, 12 de julho de 2016

Deixei cair o olhar

Deixei cair o olhar

Deixei cair o olhar, na volúpia da tua blusa,
Adormeci no longo azul que me cantava,
Deixei que minha mão caminhasse fogo adentro,
Que te encontrasse,
- que desenhasse mundos sem fim,
Que descobrisse em ti o universo gemido…

Deixei cair o olhar, lascivamente na tua saia,
Acordei dormente do sonho da mente,
Deixei que meu corpo se dobrasse,
Caísse por terra e te bebesse em tragos,
- que escutasse o rubor do teu rosto,
Que descobrisse em ti outra gramatica,
Outra forma de dialogo, e um universo de estrelas!

Deixei cair o olhar, sequiosamente nos teus lábios,
Suspenso na miséria e na grandeza de quem ama,
Neles alimentei a alma, na calma de me saber desejado!
- Deixei em ti cair o olhar, e para mais ninguém o levantei!


Alberto Cuddel®