sábado, 22 de novembro de 2014

Eterno sofrimento!

Vida que segue desamparada,
Eterna repetição, momentos
Sem um guião, direção, nada,
Novos e velhos tormentos,
Ser novo, perder o passado,
Passado revivido dias sem fim,
É o agora ainda a ser recontado,
Gravado a ferro no alvo marfim!

Na louca perseguição do puro perdão,
Esquecido que fora o sentir o agora,
Recriminamos o forte sentir,
Do deixar cair, seguir e partir,
No desabrochar de uma bela flor,
Na curta vida de esse momento,
Vivendo a intensidade do sentimento,
Que no agora nos dá o Amor!

Infinita máquina do tempo…
Que nos prende nesta espiral,
Regressiva da repetição,
Repetindo vezes sem conta,
A lembrança do que me fez,
Pedir por ontem o perdão!

Por: Albert Cuddel
22/11/2014

Palavras Desconexas - 15
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