quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pela porta estreita, rumo ao paraíso..


A noite se aproxima do seu términos,
Depois da profunda escuridão de pensamento,
Surge a luz, e com clareza se revela…
No deserto de atitudes,
Na aridez dos actos, das ideias,
Surge uma porta estreita para o paraíso,
Com direcção ao perfeito jardim eterno…
Penosa é a travessia no deserto,
Carregando a cruz de nossas vidas,
De nossos actos,
Em que o nosso caminho nos transporta…
Em sua direcção,
Pela porta estreita,
Rumo ao Paraíso....



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Solta-se a Palavra....




Nua e solitária,
Sofrível e solidaria,

Solta-se a palavra,
Perdida e encontrada,
Arável e cultivada,

Solta-se a palavra,
O desejo de ser possuída,
O desejo de ser vivida,

Solta-se a palavra,
Nos sonhos nos transporta,
Sem que nos fechem a porta,

Mas tu o solta palavra,
Que de ti seria sem que o “Verbo”
Te desse significado,
Te desse entendimento,
Ele que te ilumina e te dá a conhecer,
Aos homens com vontade de crescer,
De sob tua palavra viver.

Solta-se a palavra,
Para ti mulher,
Para ti jovem,
Para ti homem,
Para quem a entender souber!

Solta-se a palavra,
Que juntas, formam frases,
Que perdidas, mostram fases,
Pensamentos,
Sofrimentos,
Desejos,
Leis e mandamentos…
Livros e testamentos,
Poemas, romances,
Dramas e nuances,

Solta-se a palavra,
E por ela,
O “Verbo” se fez sofrer,
Para que na palavra,
Pudéssemos crer,
Acreditar sem ver,
E por ela na Fé nascer,
 Solta-se a palavra…

sábado, 21 de setembro de 2013

Descoberta do Amor...

Ontem não te amava,
Pois não sabia o que era o amor,
Ontem não te ouvia,
Pois não sabia o que era escutar,
Ontem não te percebia,
Pois não sabia o que era compreender,
Ontem não te aceitava,
Pois não sabia o que era o perdão,
Ontem não te tinha,
Pois não percebia o que era a entrega,
Hoje sei..
Hoje te amo,
Hoje te escuto,
Hoje te compreendo,
Hoje perdoo,
Hoje me entrego,
E tudo porque o escutei,

E finalmente Amei….

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Esperança?



Perde-se em mim a esperança vã,
Que o amor tudo suporta,
Tudo supera, tudo perdoa,
 
A mágoa enegrece e arrefece,
Sentimentos tidos, em sonhos perdidos…

Apenas se vive, na esperança futura,
Que no seio da amargura,
Se ensaie e se construa,
Uma mudança forte e pura,
Que não te deixe consumir,
Pela falta do sentir…
 
Alberto Cuddel®
 

O sentir em 4 estações…


Brisa leve batendo no rosto,
O cheiro doce das flores que piso,
O apresado som das aguas no riacho,
E a enorme paz que nos inunda o espirito!

O intenso e profundo cheiro a Mar,
O calor da areia debaixo dos pés,
Corpos bronzeados espalhados ao sol,
E as paixões que o coração estremecem!

As folhas douradas correndo no chão,
O cheiro no ar das castanhas a assar,
O vento que nos embala o pensamento,
E a nostalgia que nos aperta o sentir!

A chuva batendo forte na janela,
O trovão ao longe chamado por ela,
O gelado frio que nos assalta ,
E a enorme saudade da Primavera…



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Só na multidão…


Só na multidão…
Se pensa e medita,
Se analisa a vida maldita,
Se olha o coração…

Só na multidão…
Nos sentimos perdidos,
Confiamos nos sentidos,
Se entra em contradição…

Só na multidão…
Sentimos que o tempo,
Nos tolhe e enrola,
Nos falta compreensão…

Só na multidão…
Procuramos uma boia,
Uma tabua de salvação…

domingo, 15 de setembro de 2013

A noite chega, Pé ante pé...

A noite chega,
Pé ante pé..
Termina o dia,
Chegam as sombras...

A noite chega,
Pé ante pé...
Falta a vontade,
Falta a verdade...

A noite chega,
Pé ante pé...
Bailam ideias,
Uivam as alcateias...

A noite chega,
Pé ante pé,
Esconde-se sol,
E a lua atrás do lençol...

A noite chega,
Pé ante pé...
Traz miséria,
Traz desprezo,
Esconde sofrimento,
Oculta mentira...

A noite chega,
Pé ante pé...


Acordar

Nasce o dia!
Da noite escura,
Traz lembranças do sonho tido,
Memorias do que foi perdido…

Nasce o dia!
Da noite escura,
Não apaga ela o pesadelo tido,
As privações e sofrimento sentido…

Nasce o dia!
Da Noite escura,
Viver de novo é o que se impõe,
Amor de amigo é do que dispõe,

Nasce o dia!
Da Noite escura,
Caminha sozinho,

Por esse caminho…..

Tempo

Tempo que cura,
O que na noite perdura,
O tempo que passa,
A ideia que ameaça…

O que o tempo esconde
E recalca…
O que a noite lembra,
E não perdoa….

A fuga,
O isolamento,
O fugir,
Desse impuro sentimento…

No recato da solidão,
Podes ver então,
O que certo estava,
A mais pura razão…
Que o tempo esconde,
Não perdoa…
O tempo recalca e magoa….
Seca a mais ténue esperança…
De que na vida tudo passa…
Como um sonho de criança…

sábado, 14 de setembro de 2013

Desespero....

Foge a luz que o tempo corre,
Cai a escuridão que tudo envolve…
Nuvens negras me encobrem…
O negro carvão me devora,
Não há luz que ilumine,
O meu já tão negro pesar…

Assim te espero…
Candeia que vigia…
Que ao meu encontro venhas…
Que um dia me venhas salvar…





sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Noite Eterna....

Por fim ela chega sem aviso….
Num momento….
Tudo se apaga…
Para a eternidade…
Noite Eterna….




















Sem o mais ténue sinal de luz...
Apenas escuridão....

Gaiola, Liberdade Imposta!


Acordas de manha,
Em sobressalto, algo mudou,
As grades que te prendiam desapareceram,

O teto, a porta, tudo desapareceu,
A medo abres as asas, ensaias um voo…
Te retrais, tens medo…
Num rasgo de coragem,
 Te lanças,
No espaço rumo ao desconhecido…

Rumar a onde?
Depois de tanto tempo ali viver,
Que fazer?
Voa sem sentido,
Sem rumo,
Tentando absorver o mais possível,
De essa visão, de essa sensação…

É tarde…
A luz que a liberdade iluminava esbate-se no horizonte…
Descansas no topo de uma qualquer arvore,
Olhas em volta,
Tanta carne se junta na ocultação da noite…
E tu agora sem fome…

Sentes um vazio…
Um calafrio…
Pensas no conforto da gaiola…
No carinho, nas palavras,
Na comida, no conforto…
Na felicidade que ali sentias…
Porquê?
Fui eu que escolhi entrar na gaiola…
Porquê?
Dar-me algo que eu não queria…

Acordas só…
Isolado,
Sem vontade de voar…
E sim!
Posso sempre voltar…
Mas a gaiola se encontra fechada,
Sem portas ou janelas,
Definhas…
Não acreditas…
Te isolas a um canto,
Porquê? Me quiseram fora?
Quão feliz fora eu na gaiola…

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A queda!


Uma imagem,
Um sussurro,
Uma palavra,
Um sopro…
E o castelo de cartas se desmorona…
Construído e edificado na fragilidade humana…
Recomeço,
Do nada,
Mãos frágeis e tremulas,
Novamente o levantam…
Carta a carta…
Palavra a palavra….

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Fim de tarde! Nova Vida!



Fica o aroma no ar,
O constante rebentar,
Das ondas na branca areia,
A brisa no meu rosto,
Relembrando teu sopro,
Pensamentos soltos,
Livres a cada movimento,
A cada deslumbramento,
Num vai e vem constante!

A luz ténue do fim de tarde,

O barulho da cidade,
O arrepio frio que sinto,
Me lembram de novo,
O porque do mar,
O porque da Saudade!

Assim me quero, espero…
Vivendo apenas dentro de mim,
Nas memorias,
Vasculho o intimo do meu ser,
O porque de assim ser,
O porque de baralhar,
Para de novo dar?
Porque não mudar?
O que mudar?

Por quem?
Por ti que tudo criaste,
Por ti que a todos Amaste,
Por ti que todos batizaste,
Por ti que por todos Morreste!