quarta-feira, 11 de março de 2015

Faz cair as muralhas!





Na busca pela felicidade construo muralhas,
Acumulo pedras de desilusões em volta do “eu”,
Protejo o meu ser, o meu querer, construindo barreiras,
Bloqueios, muros intransponíveis, redes, vedações,
Assim busco uma felicidade ao meu jeito,
Segundo os meus padrões, o meu querer!

Fechando-me em mim, no meu “eu! Interior,
Coração bloqueado, calejado, fechado e sofredor,
E tu? Que me buscas? Como me podes encontrar?
Como me poderás ver, falar, mostrar, ser ouvido,
Se de fora da muralhas mesmo cantando, gritando,
Não podes ser visto, escutado, sentido!

Estará a felicidade em mim? 
Será verdade? Será que sim?
Como quebrar as barreiras?
Assim erguidas, firmemente edificadas,
Como as derrubar abrindo clareiras?
Como ver em ti a nova felicidade,
Partilhada, construída, na verdade,
Na confiança, no querer, no amar?
Como podes sequer pensar, em as derrubar?
Se o “eu” se encontra cego, surdo, centrado no meu ser?

Corta as redes, trepa os muros, abre as portas,
Faz-me escutar, faz-me ver, não desistas,
Todos os dias, insiste, trepa, abre, conquista,
E pedra a pedra edifica um novo sentir,
Uma nova busca, um novo querer,
Usa as pedras, constrói o alicerço de um novo existir!
De uma nova felicidade, de uma nova verdade!

Alberto Cuddel

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