domingo, 17 de agosto de 2014

Desejo!

Hoje todo eu sou desejo,
No corpo, na alma,
Toma-me com a fome do olhar,
Faz de mim teu pecado,
Seduz-me nos silêncios do toque,
No calor das palavras,
No quente respirar,
Na força do querer,
No doce amar…
Toma-me,
Por entre rasgados gemidos,
Movimentos de paixão,
Brilho que ofusca,
O longo luar….





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Cansaço!


Arrastam-se penosamente para casa,
Cansados, exaustos por mais um dia,
Nas vidas de árduo trabalho!
Abatidos e desgastados fisicamente,
Desejando carinho, afeto…
Sem que o corpo obedeça a alma,
Sem dúvida desejam o impossível
Caem no leito imóveis

Sonhando o amanhã!




terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sem sentido!

Não me toques…
Não me vejas…
Permite-te desfrutar…
Abandona-te na entrega,
Deixa crescer o desejo…
Sente o sangue a fluir…
Ouve, escuta, o silêncio da noite…

Uma gota!
A respiração contida…
O arrepio, o desejo…
A espera, a angústia…
Suspiro, respiração controlada,
Soprada ao ouvido…

A suavidade do toque,
Pontual, incerto,
Localizado, oculto dos sentidos.
 A ânsia… volúpia…
Controlo de movimentos,
Quero… Quero mais…
Do despertar da madrugada,
Do fogo do sol…

Quero, quero ter-te…

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Conflito!

Na discórdia do orgulho,
No “eu” cansado e gasto,
No retribuir o cansaço,
Palavras disparadas como balas,
Esgrima infrutífera de frases,
Desconexas deixadas no passado,
Perguntas sem respostas,
Respostas silenciadas às não perguntas!

Silencio,
A queda,
A pergunta,
O perdão!

Porquê?

As lágrimas,
O baixar a guarda,
O depor a arrogância,
Antes empunhada com orgulho,
A Paz,
O abraço desejado,
O dialogo, promessas,
O beijo longo e demorado!
O olhar, o carinho,
O limpar a lágrima caindo!
Afinal na guerra apenas queremos a Paz!...


Folha de papel

Assim te encontras,
Avida de mim,
Num aceso desejo,
Suplicas e imploras,
Preenche-me,
Com palavras,
Ideias perdidas,
Eternizadas nem mim.

Assim me inebrias na tua nudez,
És um tudo sem ser nada,
És amor, paixão, declaração de guerra,
És carta, acusação, és saudade,
Paralelas sem fim,
Onde me reconforto no silêncio
Da humilde tua escuta,
Assim me esperas apaixonada,

Desejando ser escrita!

domingo, 10 de agosto de 2014

Noite escura que me embalas,
Na mais profunda solidão,
Resta-me a memoria do teu cheiro,
A saudade do calor de teu corpo junto ao meu.


Palavras que ecoam,
Silêncios no olhar,
O poder ficar,
Apenas com teu perfume no ar…

Noite que me embalas,
Enroscado no leito que te teve,
Onde deixaste abandonada,
A saudade do ser que abandonas…

Tenho saudades de apenas te ver,
De te abraçar na quietude da brisa,

Que a luz das estrelas faz brilhar…

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Paixão nocturna!

Meus lábios murmuram baixinho...

Meu olhar grita mais alto,
Continua...
Amor que poder e este que,
Nos leva a mais erótica tortura?
Exaltada...
Nossos suspiros,
Nossos lamentos,
Tão bruscamente escancarados!
Tenho-te em mente...
Cubro-te de beijos e fico,
Consciente de puros desejos...
Toco meu rosto desesperado,
E o meu pressuposto do teu ter tocado...
E no profundo sentido e bom,
Bom de mais sentir tanto atracão...
Apaixonado, criando uma atmosfera libidinosa…
Sensual…
Teu doce espírito erótico vacila o meu,
Carregando-o de desejos e fantasias…
A dança começa!
O som do prazer reflete-se em nossos movimentos,
Lentos, sensuais, carinhosos...
Tudo gira a nossa volta...
Tudo brilha, tudo brilha! Os corpos entrelaçados,
Fatigados, extenuados...
Fazemos amor com a alma,
Sugando-nos mutuamente,
Violamo-nos espiritualmente,
Trocamos fluidos de prazer, de alegria…
Respiração tresloucada…
Como se fosses o sol,
Desvirginando a madrugada…
Sinto a dor dessa manha …
Enquanto nossas peles se fundem numa só…
Completando nossas mentes.
Almas gémeas ate ao âmago!
Respondi teu sentimento com um olhar... Meigo!
Queria gritar bem alto...
O Amor que me vai na alma...
Sufocado...
Fazes-me uma carícia...
Sinto um arrepio...
A janela está aberta,
Espreitamos juntos, como cúmplices o ar noturno...
Que paira lá fora,
Pensamentos irreais...
Decisivos...
O incenso que infesta nossos espíritos apaixonados,
Um toque... O prazer...
Transforma-se em delírio...
Estrelas caem sem destino, no abismo da ternura,
Um olhar, nuvens tapam a lua...
A noite arde de raiva!
E nos juntamos as mãos e contemplamos o irreal...
Damos as boas vindas ao inexplicável...
- É igual ao que sinto no meu coração!
 Tão intenso, tão quente, tão poderoso...
Olho para ti profundamente apaixonado...
Retribuis-te ao meu olhar com a mesma força.

Amei aquele momento...
Amei-te a ti...

Mesmo assim és o mais perto do céu que já tive...
Não quero sentir tua falta esta noite...
Senti o teu olhar profundo, sem fim,
Teu corpo o meu querer...
Um aroma que cheirei...
Porque sem ti nunca me encontrei!!!
Há magia de ternura e desejo, ao sonho, alegria de viver...
Juro amar, no delírio da tua beleza que enlouquece...
Como ressonância de uma canção sentida,
De sentimentos verdadeiros, inocentes, puros, perdidos...
Trocamos nossas orgias e desejos mais proibidos...
Num seio de paixão...
Repleto de imagens bem reais, vividas...
Nossos espíritos acompanham-se num ritual sem tempo
Nos confins de uma íntima essência...
Lasciva e a atmosfera que nos abraça com tremendas aragens libidinosas...
Neste amor onde pairam rosas que se dissolvem,
Como espuma marítima...
Dançamos enrolados de pétalas espremidas...
Canta o mar a louca florida,
Gritando pela colorida essência borboleteadora do prazer...
Divagamos na noite, com um único sentido...
Percorremos nossos corpos que brilham ofuscantes...
A noite dança em nós,
Aconchegados por um abraço...
Preludio a um beijo intenso...

Encheram-me a alma de alegria...
O coração de Amor, os olhos de lágrimas...
Sinto-me completo por inteiro...
Olhei-te fixamente e num tom de voz indescritível...
Murmurei com toda a minha força de viver:
- Sinto tua falta como do ar que respiro....
Juntos formamos um só corpo, o sol e a lua...
Amor cego e oculto...
Amor que é translúcido ao mais breve olhar...
Amor que nos faz viver...
Amor que dói...
Uma chama que me consome o nosso espírito,
E nos leva à loucura...
Então uma lágrima de meus olhos, teus olhos, rolou...
Bem-vinda à loucura, princesa de cristal...
Lágrimas do tempo perdem o seu brilho...
Será verdade?
Será só ilusão?
Que encantamento será esse?...
Paixão...
Vento tu que nos espera nos teus sonhos...
aguarda-nos...
Nós que na imensidão do mar fluímos...
Nos raios do sol nos fundimos....
E no silencio da noite com a lua como feiticeira,
Vivemos eternos dentro de sonhos...
Peço-te:
- Fecha os olhos e ouve os anjos cantar AMO-TE...