sábado, 29 de novembro de 2014

Hoje sonho de ontem.

Ilusões,

Castelos no ar,
Sonhos antigos
Amores de encantar,
Nuvens aladas
Estrelas luzentes,
A fada dos dentes,
Ilusões, sonhos e desejos,
Ontem sonhamos o amanha,
E hoje esquecemos o ontem,
E voltamos a sonhar,
Desenhando textos na areia,
Construindo castelos no ar,
Esquecendo que ontem,
O hoje foi sonhado,
E nada fizemos para ser,
O hoje concretizado!


Por: Albert Cuddel
29/11/2014
Palavras Desconexas - 23

Momento perfeito!

Buscamos,
A cada encontro,
A cada visão,
A perfeição do momento,
A perfeição no teu olhar,
No sentir, na entrega,
No querer,
Na entrega,
Num qualquer instantâneo
Memorizado e eternizado na memoria,
No querer da saudade,
Perdida na perfeição
Da brisa de leste
Que te leva por infindáveis
Caminhos, recordações
Do reviver, do reacender corações
Adormecidos e gastos,
Pelos desencontros da vida,
Pelas palavras não ditas,
Pelo sentir silenciado,
Por um gesto acanhado,
Por um carinho
Fechado na gaveta,
E no entanto,
Buscamos um momento,
A perfeição do momento!


Por: Albert Cuddel
29/11/2014
Palavras Desconexas - 22

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Agora!



Agora,
Sim agora,
Sabes que sim,
Que privar-me de mim,
Não faz sentido,
Enclausurar todo o sentir,
Reter o que deve ser dito,
Não, não faz o mínimo sentido,
Nada faz sentido, neste doce sentir,
Prender, amordaçar, não poder gritar,
Que sentido teria no silêncio da paixão,
Se não gritado, sussurrado, gemido,
Até chorado no âmago do prazer…

Não, não faz sentido,
Deixar morrer na dádiva,
Deixar morrer na entrega,
Quando basta dar-me,
Dar-me apenas a ti!...

Por: Albert Cuddel
25/11/2014
Palavras Desconexas - 21




Poesia é dar!



Assim morre o poeta,
Lenta e gratuitamente,
Na dádiva do seu ser,
Dando-se em cada palavra,
Em cada sentimento,
A cada ato, cada descrição,
Cada amor, cada paixão,
Cada visão, cada desilusão,
Vai morrendo, distribuindo seu ser…
Passando a viver em cada leitor,
Em cada ser com quem partilha,
A sua visão num ato de amor…

Assim vive o poeta,
Não pelo homem que o transporta,
Mas pelas palavras que debita,
Num outro olhar,
Num outro sentir,
Num outro ouvir,
Num ato de AMAR!

Por: Albert Cuddel
26/11/2014

Palavras Desconexas - 20

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Amor!



Dois corpos que a noite embala,
Na melodia das doces palavras,
Sussurradas na melodia da paixão,
Movimentos que formam notas,
Batidas sincronizadas, corações inquietos,
Olhares lascivos, boquiabertos,
Aurora da madrugada,
Melodia abafada, pela lua dirigida,
Forte e compassada,
Musica da paixão, criada do nada..
Dois corpos, um momento, um sentimento,
Um instrumento, uma fuga ao tempo,
E o amor se torna melodia,
Pela noite até ser dia!

Por: Albert Cuddel
20/11/2014

Palavras Desconexas -9