quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Manhãs cinzentas!



Manhãs cinzentas, do longo acordar,
Fugas das ruas pobres e difícil penar,
Arremessados perdidos os excluídos,
Que ontem tudo tinham, hoje perdidos!

Manhãs cinzentas, do longo acordar,
Espera longa e inquieta forte pensar,
Decisões sentidas na ondulada corrida,
Fuga para a frente por alguém perdida!

Manhãs cinzentas, do longo acordar,
Onde me quero aninhado no teu leito,
Em ti espero nos teus braços acordar!

Manhãs cinzentas, do longo acordar,
Fogo pungente que ardendo no peito,

Nos faz de novo na vida voltar a sonhar!


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