sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Asas da noite.



Negras asas
Que negras penas me envolvem,
Me arrebatam, me tolhem
Sem fuga num voo assombrado
De onde nem a caçadora
Armada do arco alado
Me arrebata o sentir,
Sinos arrebate, 
Dispersão absoluta,
Queda freneticamente anunciada…

Deixo-me cair,
Assim,
Do nada,
O ar da noite,
Arrebanhando-me a face,
Lá em baixo,
Na terra,
Ninguém me espera,
E caio, 
Onde pensavas que vivia,
Já nada mais existia,
Que não fosse 
Um pequeno 
Amontoado
De matéria orgânica!

Para que acordar?

Sírio de Andrade
13/02/2015
Gritos da Noite-3

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