quinta-feira, 21 de maio de 2015

Olhar

 

Não perco o olhar com que te vejo,
Perdido que está o brilho no beijo,
Negro caminho que trilho sozinho,
Pedras descalças, soltas no caminho!
 
Cabelos que esvoaçam no frio vento,
Risos reprimidos presos por dentro,
Quedas, joelhos no abrasivo chão,
Gemidos calados pedindo perdão!
 
Ramos quebrados, galhos caídos,
Braços cansados, sempre erguidos,
Abraços no nada que a vista contém,
Abraços esperam encontrar alguém!
 
Lágrimas que caem, estrada da vida,
Semente caída que agora germina,
Gelada a esperança agora perdida,
Nada, ninguém, nem mesmo surdina!
 
Assim morrer no auge do querer,
O sonho do homem sem nascer!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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